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O seu Presidente gosta de expor alegremente o seu eurocepticismo e dizer-se mais próximo dos Estados Unidos do que da Europa. Os próprios Checos não são pró-europeus por aà além: apenas 43% tem uma visão positiva da UE. Têm uma relação economicista com a UE e o seu futuro; são Presidência e ainda não ratificaram o Tratado de Lisboa. Têm orgulho na sua Praga, mas ainda assim viram a vizinha Eslováquia entrar no Euro antes deles. E vêm a seguir à enérgica Presidência francesa, profissional das reuniões extraordinárias.
Tudo bons condimentos para uma Presidência apagada. Ainda assim, assumiram o comando da União Europeia no dia 1 de Janeiro, houve festa e discursos, muitas bandeiras azuis com estrelas a ornamentar as ruas das suas cidades, têm programa - que partilham com Suecos e Espanhóis - e logótipo, que dizem espelhar a unidade na diversidade. Ou seja, apesar do eurocepticismo, das dúvidas e desconfianças, cumprem as regras do jogo e dão consistência àquela velha máxima: a Europa é bela porque é variada.
Razões para medos? Nada disso: may the party begin!
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